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  Crédito de Carbono

Perguntas Freqüentes


Como é feita a quantificaçao do carbono?
A quantificaçao é feita com base em cálculos, os quais demonstram a quantidade de dióxido de carbono a ser removida ou a quantidade de gases do efeito estufa que deixará de ser lançada na atmosfera com a efetivaçao de um projeto. Cada crédito de carbono equivale a uma tonelada de dióxido de carbono equivalente. Essa medida internacional, foi criada com o objetivo de medir o potencial de aquecimento global (GWP - Global Warmig Potencial) de cada um dos seis gases causadores do efeito estufa. Por exemplo, o metano possui um GWP de 23, pois seu potencial causador do efeito estufa é 23 vezes mais poderoso que o CO2. Em países como a China e a Índia, ainda é utilizado na indústria de refrigeraçao, um gás chamado HFC 23 que possui um GWP de 11.700, ou seja, muito mais poderoso que o CO2 e que o CH4. Esses países estao desenvolvendo projetos de MDL baseados na utilizaçao de tecnologias para coletar e dissolver este gás. Segunda a Ecosecurities, a tonelada de carbono está sendo vendida no Brasil, por cerca de US$ 5, devido ao risco Brasil.

Como Funciona o mercado de compra e venda de créditos de carbono?
Como Funciona o mercado de compra e venda de créditos de carbono? O mercado de carbono funciona sob as regras do Protocolo de Kyoto, onde existem mecanismos de flexibilizaçao para auxiliar na reduçao das emissoes de gases do efeito estufa. Um destes mecanismos é o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, MDL, o qual é o único que integra os países em desenvolvimento ao mercado de carbono. Os outros dois mecanismos estabelecidos pelo Protocolo de Kyoto sao: - Implementaçao Conjunta, realizado entre países desenvolvidos, podendo envolver economias em transiçao; - Mercado de emissoes, somente entre países desenvolvidos. onde um país que tenha reduzido as suas emissoes a níveis abaixo da meta pode vender esse "excesso" para outro país, sendo os dois integrantes do Anexo 1 da Convençao. Este mercado funciona através da comercializaçao de certificados de emissao de gases do efeito estufa em bolsas (exchanges), fundos ou através de brokers, onde os países desenvolvidos, que tem que cumprir compromissos de reduçao da emissao desses gases, podem comprar créditos derivados dos mecanismos de flexibilizaçao. Esse processo de compra e venda de créditos se dá a partir de projetos, que podem ser ligados a reflorestamentos, ao desenvolvimento de energias alternativas, eficiencia energética, controle de emissoes, e outros.

O que é o Protocolo de Kyoto?
Criado em 1997, durante a Terceira Conferencia das Naçoes Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 3) realizada na cidade de Kyoto, Japao, foi assinado por representantes de mais de 160 países como complemento a Conferencia das Naçoes Unidas sobre Meio Ambiente e desenvolvimento - ECO 92, realizada em 1992 na cidade do Rio de Janeiro. Tem como objetivo reduzir a concentraçao dos gases causadores do efeito estufa na atmosfera, assim, os países industrializados se comprometeram a reduzir suas emissoes de GEE em 5.2% em relaçao aos níveis de 1990, durante o período de 2008 e 2012. Os países integrantes do Anexo 1 da Convençao devem seguir os compromissos de reduçao listados no Anexo B do protocolo, com exceçao dos países dos países em processo de transiçao para uma economia de mercado (EITs). Para os países em desenvolvimento, como o Brasil, o protocolo nao preve compromissos de reduçoes de GEE. O principal papel dos países em desenvolvimento é o diminuir as emissoes a partir de fontes limpas de energia e o papel de sumidouro de dióxido de carbono através das suas florestas. A entrada do Protocolo em vigor foi possível devido a ratificaçao de no mínimo 55 partes da convençao sendo que as partes do Anexo 1 que o ratificaram representam pelo menos 55% das emissoes totais de dióxido de carbono em 1990. No Brasil o protocolo foi ratificado em 19 de junho de 2002 e foi sancionado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em 23 de julho do mesmo ano.

Possuo uma área com reflorestamento, posso ganhar créditos de carbono com isso?
Para que um projeto se encaixe dentro das regras do MDL este precisa cumprir um critério que se chama adicionalidade, segundo este, um projeto precisa: ou absorver dióxido de carbono da atmosfera (no caso de reflorestamentos) ou evitar o lançamento de gases do efeito estufa (no caso de eficiencia energética). Além disso, por este critério, o projeto precisa adicionar alguma vantagem, a qual nao ocorreria sem este. Ou seja, no caso de reflorestamentos já ocorridos, o projeto nao apresenta a adicionalidade, pois o reflorestamento já existia na ausencia do projeto.

Projetos de conservaçao de mata nativa ou manejo florestal podem se tornar projetos de MDL?
Por enquanto, quanto a obtençao de créditos de carbono, a conservaçao e o manejo florestal nao se encaixam dentro dos pré-requisitos para projetos de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), ou seja, de comércio de carbono. O mercado de carbono possui um critério que se chama adicionalidade, segundo este, um projeto precisa: ou absorver dióxido de carbono da atmosfera (no caso de reflorestamentos) ou evitar o lançamento de gases do efeito estufa (no caso de eficiencia energética). Assim, no caso de conservaçao florestal, nao há adicionalidade pois, sem o projeto, a absorçao do CO2 já ocorreria naturalmente. Mas esta possibilidade está sendo amplamente discutida, e já existem algumas bolsas de participaçao voluntária que negociam estes créditos, fora do mercado vinculado ao Protocolo de Kyoto. Uma destas bolsas é a Chicago Climate Exchange. Existem também alguns fundos que apóiam este tipo de projeto, como o BioCarbon Fund, do Banco Mundial e o Climate Care (www.climatecare.org). Uma possibilidade concreta para incentivar a preservaçao de áreas de mata nativa é a criaçao de uma RPPN (Reserva Privada do Patrimônio Natural). Em alguns estados a criaçao dessas reservas possibilita a isençao de alguns impostos e a utilizaçao dessas áreas para fins de educaçao ambiental e ecoturismo. Para mais informaçoes entre no site www.ibama.gov.br ou www.rppnbrasil.org.br.

Quais sao critérios básicos para que um projeto seja elegível dentro das regras do MDL?
Um projeto precisa atender a dois critérios principais: Adicionalidade e Desenvolvimento Sustentável. Um projeto é adicional quando ele realmente contribui para a reduçao das emissoes de gases do efeito estufa. É traçada uma linha de base (Baseline) onde é determinado um cenário demonstrando o que aconteceria se a atividade do projeto nao ocorresse. A partir da linha de base, pode-se determinar a adicionalidade, que é basicamente o detalhamento das atividades do projeto, demonstrando a reduçao das emissoes. A contribuiçao para o desenvolvimento sustentável de cada projeto é avaliada pela Autoridade Nacional Desinada, que no caso do Brasil, é a Comissao Interministerial de Mudança Global do Clima (CIMGC - www.mct.gov.br/clima), presidida pelo Ministério da Ciencia e Tecnologia.

Qual a minha contribuiçao para o efeito estufa?
Uma tonelada de CO2 é emitida quando voce: - Viaja 2000 milhas de aviao; - Dirige 1.300 milhas em um veículo utilitário; - Dirige 1.900 milhas em um carro de médio porte; - Dirige 6.000 milhas em um carro híbrido; - Utiliza seu computador por 10.600 horas; - Cria uma vaca leiteira por oito meses. Média da emissao de CO2 por ano: - 4.5 toneladas para um carro comum norte americano; - 4.5 toneladas para um cidadao global comum; - 1,7 toneladas para um cidadao comum brasileiro; - 6.2 toneladas para a utilizaçao média de eletricidade de uma casa comum; - 21 toneladas para o cidadao comum norte americano; - 1.5 milhao de toneladas para uma usina a gás de 500 MW; - 8.3 milhoes de toneladas para uma antiga usina a carvao de 1.000MW; - 6 bilhoes de toneladas para os Estados Unidos como um todo; - >25 bilhoes de toneladas para o planeta como um todo. Fonte dos dados: A Consumer's Guide to Retail Carbon Offset Providers, Clean Air-Cool Planet, 2006.

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