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  Girassol

GIRASSOL CUIDADOS PARA PRODUZIR BEM

1. SOLO - Escolher uma área com pH acima de 5,2 (CaCl). É perda de tempo e dinheiro plantar/adubar girassol em solos com pH abaixo disto. O melhor é que, quando o solo tenha menos do que 3% de Matéria Orgânica, o pH seja maior que 5,2. Terras planas e úmidas porém sem riscos de encharcamento sao as melhores para esta cultura.

2. COMPACTAÇAO - O solo nao pode ser compactado para nenhuma cultura. No caso do girassol, solos compactados impedem o desenvolvimento adequado das raízes. É bom lembrar que a resistencia que o girassol tem para estiagens é devida, em parte, ao seu sistema radicular bastante profundo que lhe permite "tirar" água e nutrientes de camadas mais profundas de solo. Qualquer impedimento, físico ou químico, para o desenvolvimento adequado das raízes (que alcançam mais de 01 metro), sempre leva a uma grande reduçao na produtividade.

3. ADUBAÇAO
. NITROGENIO - Para produzir 1.000 kg de graos, o girassol usa 42 kg de "N". Isto significa que para uma produçao de 2.400 kg/ha sao necessários aproximadamente 100 kg/ha de "N". Desta quantidade devemos deduzir a disponibilidade de "N" no solo, através da matéria orgânica (M.O.). Cada ponto percentual de M.O. significa aproximadamente 17 kg/ha de "N" disponível. Assim, a fórmula. DN/ha = 100 - 17x %M.O. em que "DN" é a dose de "N" em kg, e expressa a quantidade de "N" que devemos colocar a disposiçao da cultura. Em casos de deficiencia de Enxofre, na adubaçao complementar (cobertura) de "N", é preferível usar Sulfato de Amônia ou outro fertilizante nitrosulfurado. Esta complementaçao nitrogenada deverá ser feita até o 25o dia após a germinaçao, mas poderá ser iniciada logo após a germinaçao. Atençao: Caso o plantio se proceda em resteva de graminea (trigo, milho, aveia, etc.), é necessário acrescentar mais 20 kg/ha de "N", que será utilizado pelos microorganismos na decomposiçao da resteva.
. FÓSFORO - Para produzir 1.000 kg de graos, o girassol precisa ter a sua disposiçao, além de outros fatores, 25,0 kg de P2O5. Isto significa dizer que para uma produçao estimada de 2.400 kg/ha, é necessário colocar a disposiçao da cultura, além de outros fatores, no mínimo 60 kg/ha de P2O5. Desta dose poderemos deduzir o que existe a disposiçao da planta no solo. Para calcular o "P" disponível para girassol, deveremos considerar como solo útil aquele onde se localizam 80% das raízes da cultura. No caso do girassol, isto equivale a 0,30 m. Assim, 01 ha colocará a disposiçao do girassol aproximadamente 4 milhoes de kg de solo. Entao 01 ppm de P2O5 equivale a 04 kg/ha deste nutriente. Devido a erros dos extratores usados nos métodos de análise, devemos corrigir este valor de acordo com o teor de argila + silte contido no solo em questao, multiplicando-se a quantidade de "P" encontrada pela fraçao de argila + silte do solo (por exemplo, solo com 60% de argila e 20 % de silte, multiplica-se ppm de "P2O5" por 0,8). Por outro lado, de todo o "P" que colocarmos no solo, as plantas, de imediato, nao aproveitam mais do que 35%. Assim a formula de cálculo se completa, multiplicando-se o valor antes encontrado por 3. Matematicamente, esta fórmula de cálculo fica assim: DF/ha = 3 x {60 - [ppm de P2O5 x 4 x (% Argila + % Silte)]} Onde: DF/ha é a dose de P2O5 por ha. Muito importante: Caso o método usado na detecçao do "P" tenha sido de RE-SINA, é necessário efetuar a devida correçao para o método de Mielich. A exportaçao de P2O5, para uma produçao de 2.400 kg/ha, será de aproximadamente 40 kg/ha, em torno de 35 a 40% do total que a planta usou. Isto faz com que, para nao empobrecermos o solo, adubemos com no mínimo 40 kg/ha de P2O5.
. POTÁSSIO - A determinaçao da dose de K2O segue o mesmo raciocínio. Para se produzir 1.000 kg de graos de girassol, é necessário colocar a disposiçao da planta 80 kg deste nutriente. Se nossa previsao de colheita for 2.400 kg/ha de graos, a necessidade total será de 200 kg/ha de K2O. Para se calcular a disponibilidade de "K" no solo basta multiplicar ppm de K2O por 4 ou meq por 1.560 e se obterá de forma direta a disponibilidade em kg/ha. Para facilitar, a fórmula será: DK/ha = 200 - 4 x ppm de K2O, ou DK/ha = 200 - 1.560 x meq de K2O Onde DK é a dose de K2O em kg/ha. A exportaçao de K2O será, para uma produçao de 2.400 kg/ha, de 60 kg/ha. Isto nos obriga a adubar com no mínimo esta quantidade para nao empobrecer o so-lo. Muito importante: Quando o solo tem mais de 65 ppm ou 0,17 meq de "K", a adubaçao de manutençao é desnecessária por uma safra.
. BORO - Este micronutriente é absorvido pelas raízes das plantas em geral quando se encontra na Matéria Orgânica do solo e com presença de boa umidade. Em outras formas seu aproveitamento é muito reduzido. Considera-se um nível bom de M.O., com vistas ao BORO, quando o solo tem mais de 4% de M.O. Em girassol, este micronutriente é muito importante, pois sua falta pode ocasionar grave reduçao de produtividade. Como, em geral, trabalhamos com solos cujo teor de M.O. é inferior a 3%, e nos Cerrados quase sempre teremos limitaçao de umidade do solo durante o ciclo do girassol, torna-se obrigatória a aplicaçao de BORO. Em geral, deve-se aplicar 2,0 a 2,5 kg/ha do micronutriente, porque, descontando-se as perdas para o solo, as plantas devem absorver no mínimo 0,3 kg para cada 1.000 kg de graos produzidos. Isto equivale a 0,750 kg/ha de BORO.
. Uma maneira pratica de aplicar o BORO necessário é usando-se adubaçao de base com BORO. Existem fertilizantes com 0,3 a 0,8% de "B" no mercado, que as vezes suprem totalmente a necessidade deste nutriente. Havendo necessidade para complementar a dose de 02,0 a 02,5 Kg/ha de BORO, podemos adicionar Ácido Bórico na calda do dessecante antes do plantio ou junto com outro herbicida se for usado. Lembre-se que Ácido Bórico tem 17% de Boro.

4. POPULAÇAO - Para os Híbridos de ciclo curto (90 a 105 dias) - HELIO 250, HELIO 251, HELIO 358 e HELIO 360 - deve-se plantar em torno de 50.000 sem/ha, objetivando colher 35.000 a 45.000 capítulos por ha. No entanto como as sementes HELIANTHUS normalmente tem alta percentagem de germinaçao e vigor, convem fazer um calculo com base no atestado de germinaçao para calcular a exata quantidade de sementes a ser plantada por ha.

5. PROFUNDIDADE DE PLANTIO - Planta-se girassol como soja: 3 a 5 cm de profundidade e com boa umidade. Deve-se comprimir bem a terra ao redor das sementes para favorecer a transferencia de umidade do solo para as sementes.

6. ERVAS DANINHAS - Muito embora, nas épocas preferenciais de plantio do girassol, as invasoras dificilmente tornem-se problema, alguns herbicidas conhecidos sao seletivos a esta cultura, ainda que muitos deles nao tenham registro para este uso no Brasil. Premerlin 600, Trifluralinas em geral, Alaclor, Laço, Dual, Surpass, Kadett, Afalon, Gesagard, Select, Fusilade, Poast, Podium, Boral etc., e em geral, todos os graminicidas usados em soja. ATENÇAO: Cuidado ao aplicar herbicidas para controle de folhas largas. Com raríssimas exceçoes sao fitotóxicos para o girassol. Os herbicidas disponíveis para controle de folhas largas em girassol somente podem ser aplicados em pré-emergencia. Quanto ao herbicida usado na cultura anterior (soja ou milho), que comprovou-se que dose cheia de SPIDER, deixa resíduo fitotóxico para o girassol plantado logo após a colheita da soja.

7. DOENÇAS - Destacamos tres como as principais enfermidades que causam danos ao girassol: a. Esclerotinia - Esta doença destaca-se por aparecer nos plantios que florescem com temperaturas abaixo de 20 Graus e com presença de agua. O Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sul/Sudoeste do Paraná também é muito propicio ao aparecimento desta enfermidade nos girassóis plantados fora da época recomendada. Pode aparecer também em outras regioes onde o clima (por altitude) favorecer este fungo. Como estas condiçoes geralmente ocorrem nos meses de junho e julho, devemos plantar o girassol em uma época que nao permita esta coincidencia. Instala-se normalmente nos capítulos durante a floraçao e só aparece durante o enchimento de graos. b. Alternaria - Esta doença se caracteriza por ocorrer com cllima bastante úmido (chuvoso), e temperaturas acima de 22 oC, em qualquer fase de desenvolvimento do girassol, por período superior a 48 horas. Torna-se especialmente prejudicial depois da floraçao, por que pode destruir toda a área foliar das plantas, dificultando o enchimento de graos (graos chochos). Ataca especialmente as folhas, mas pode, nos casos mais graves, aparecer nos colmos, flores e capítulos, secando-os precocemente. c. Tombamento - Fungos diversos, de solo, muitas vezes podem atacar as plântulas de girassol, logo após a germinaçao, dando a impressao de baixo vigor e/ou baixa germinaçao. Sugerimos o tratamento das sementes com misturas de fungicidas sistemicos e de contato.

8. DISTÂNCIA ENTRE LINHAS - Quando a colheita será realizada com uma plataforma de milho adaptada, deve-se obedecer a distância entre linhas da colheitadeira que será usada na colheita. Porém, quando se colherá com uma plataforma de soja adaptada, deve-se obedecer a distancia de 45 a 70 cm entre linhas. Pode-se no entanto plantar girassol com distâncias entre linhas desde 45 cm até 90 cm, mantendo-se a populaçao preconizada de 50.000 sem/ha.

9. PONTO DE COLHEITA - Deve-se iniciar a colheita quando os graos atingirem umidade de 15%. Deve-se colher toda a lavoura antes que a umidade dos graos chegue a 10%, para evitar perdas no campo. 10. ÉPOCA DE PLANTIO - Para se definir a melhor época para plantar girassol, devemos levar em conta alguns parâmetros:
. O girassol necessita de umidade no solo aproximadamente até o 60 a 70o dia após germinaçao, dependendo do híbrido. Chuvas até o inicio da floraçao (55 a 65 dias após a germinaçao) em geral sao suficientes para garantir boas produtividades.
. A floraçao do girassol (50 - 70 dias após a germinaçao) nao deve coincidir com períodos com temperaturas frias (abaixo de 20 graus)
. A floraçao e enchimento de grao (70 - 100 dias após a germinaçao) também nao devem coincidir com períodos muito chuvosos.
. A colheita do girassol (90 ou mais dias após a germinaçao), também nao deve coincidir com época muito chuvosa.
. No período que vai da formaçao botao floral (40 dias após a germinaçao) até o final da floraçao (70 dias após a germinaçao) nao devem ocorrer geadas fortes.
. O momento de plantio deve coincidir com período de boas chuvas e temperaturas adequadas para germinaçao. Com as informaçoes acima, o produtor deverá posicionar a melhor época para o cultivo do girassol. ATENÇAO: Em áreas irrigadas, onde a época de plantio é caracterizada pela falta de chuvas, o plantio pode ter épocas diferenciadas e com enorme sucesso.

REGRAS BASICAS PARA ADUBAÇAO

Em geral as recomendaçoes de doses de fertilizantes sao feitas com base em tabelas previamente calculadas e arredondadas, as vezes até de forma grosseira. Basta observar que se uma análise de solo indicar a presença de 80 ppm de "K", a recomendaçao das tabelas em uso indicará, em geral, uma adubaçao potássica igual a uma terra com 250 ppm. Nisto consiste um absurdo, pois 250 ppm de "K2O" equivale dizer que este solo tem disponível mais de 700 kg/ha deste nutriente. Se usarmos um fertilizante com 20% de K2O, para suprir esta quantidade, seria necessário agregarmos ao solo 3.500 kg/ha de adubo para obtermos a mesma dose de Potassio. Este é o absurdo. Desenvolvi o método a seguir objetivando dar suporte aos colegas que trabalham com este ramo da Agronomia, especialmente os que assistem lavouras de girassol. No entanto, pela facilidade e ótima aproximaçao da realidade de campo, pela possibilidade de usá-lo na maioria das regioes agrícolas do planeta e pela possibilidade de usá-lo em todas as culturas, muitos colegas tem me solicitado adaptá-lo para as diversas situaçoes de uso. Inicialmente descreverei o método original desenvolvido para girassol. No final farei anotaçoes de como proceder para outras culturas.

. NITROGENIO - Para produzir 1.000 kg de graos, o girassol usa 45 kg de "N". Isto significa que para uma produçao de 2.400 kg/ha sao necessários aproximadamente 100 kg/ha de "N". Desta quantidade devemos deduzir a disponibilidade de "N" no solo, através da matéria orgânica (M.O.). Cada ponto percentual de M.O. significa aproximadamente 17 kg/ha de "N" disponível. Assim, a formula DN/ha = 100 - 17x %M.O. em que "DN" é a dose de "N" em kg e M.O. é o teor Materia Organica, expressa facilmente a quantidade de "N" que devemos colocar a disposiçao da cultura. Em casos de deficiencia de Enxofre, na adubaçao complementar (cobertura) de "N", é preferível usar Sulfato de Amônia ou outro fertilizante nitrosulfuroso. Esta complementaçao nitrogenada deverá ser feita até o 25o dia após a germinaçao, mas poderá ser iniciada logo após a germinaçao.
Atençao:
1 - Caso o plantio se proceda em resteva de graminea (trigo, milho, aveia, etc.), é necessário acrescentar mais 20 kg/ha de "N", que será utilizado por microorganismos na decomposiçao da resteva.
2 - A exportaçao de "N" será de aproximamente 50% do total utilizado pela planta. Isto constitui o mínimo de "N" que devemos colocar a disposiçao da cultura se nao quisermos diminuir a disponibilidade deste nutriente para o próximo cultivo.

. FÓSFORO - Para produzir 1.000 kg de graos, o girassol precisa ter a sua disposiçao, além dos outros fatores de produçao, 25 kg de P2O5. Isto significa dizer que para uma produçao estimada de 2.400 kg/ha, é necessário colocar a disposiçao da cultura, além dos outros fatores de produçao, no mínimo 60 kg/ha de P2O5. Desta dose poderemos deduzir o que existe a disposiçao da planta no solo. Para calcular o "P" disponível para girassol, deveremos considerar como solo útil aquele onde se localizam 80% das raízes da cultura. No caso do girassol, isto equivale a 0,30 m. Assim, 01 ha colocará a disposiçao do girassol aproximadamente 4 milhoes de kg de solo. Entao 01 ppm de P2O5 equivale a 04 kg/ha deste nutriente. Devido a erros dos extratores usados nos métodos de análise, devemos corrigir este valor de acordo com o teor de argila + silte contido no solo em questao, multiplicando-se a quantidade de "P" encontrada na análise pela fraçao de argila + silte do solo (por exemplo, solo com 60% de argila e 20 % de silte, multiplica-se ppm de "P2O5" por 0,8). Por outro lado, de todo o "P" que colocarmos no solo, as plantas, de imediato, nao aproveitam mais do que 35%. Assim a formula de calculo se completa, multiplicando-se o valor antes encontrado por 3. Matematicamente, esta formula de calculo fica assim: DF/ha = 3 x {60 - [ppm de P2O5 x 4 x (% Argila + % Silte)]} Onde: DF/ha é a dose de P2O5 por ha. Atençao:
1 - Caso o método usado na detecçao do "P" tenha sido de RESINA, é necessário efetuar a devida correçao para o método de Mielich.
2 - A exportaçao de P2O5 , para uma produçao de 2.400 kg/ha, será de aproximadamente 40 kg/há, em torno de 35 a 40% do total que a planta usou . Isto faz com que, para nao empobrecermos o solo, adubemos com no mínimo 40 kg/ha de P2O5 .

. POTÁSSIO - A determinaçao da dose de K2O segue o mesmo raciocínio. Para se produzir 1.000 kg de graos de girassol, é necessário colocar a disposiçao da planta 80 kg deste nutriente. Se nossa previsao de colheita for 2.400 kg/ha de graos, a necessidade total será de 200 kg/ha de K2O. Para se calcular a disponibilidade de "K" no solo basta multiplicar ppm de K2O por 4 ou meq por 1.560 e se obterá de forma direta a disponibilidade em kg/ha. Para facilitar, a formula será: DK/ha = 200 - 4 x ppm de K2O ou DK/ha = 200 - 1.560 x meq de K2O Onde DK é a dose de K2O em kg/ha.
Atençao:
1- Quando, no solo, tem mais de 65 ppm ou 0,17 meq de "K", a adubaçao de manutençao é desnecessária por uma safra.
2- A exportaçao de K2O será, para uma produçao de 2.400 kg/ha, de 60 kg/ha. Isto nos obriga a adubar com no mínimo esta quantidade para nao empobrecer o solo.

. BORO - Este micronutriente é absorvido pelas raízes das plantas, em geral, quando se encontra na Matéria Orgânica do solo e com presença de boa umidade. Em outras formas seu aproveitamento é muito reduzido. Considera-se um nível bom de M.O., com vistas ao BORO, quando o solo tem mais de 4% de M.O. Quando a análise de solo indica níveis de BORO ao redor de 1,0 ppm, consideramos um solo em condiçoes de produzir bem qualquer cultura. Em girassol, este micronutriente é muito mais importante, pois sua falta pode ocasionar graves reduçoes de produtividade. Como, em geral, trabalhamos com solos cujo teor de M.O. é inferior a 3% e teor de Boro em torno de 0,2 ppm, e nos Cerrados quase sempre teremos limitaçao de umidade do solo durante o ciclo do girassol, torna-se obrigatória a aplicaçao de BORO. Em geral, deve-se aplicar de 1,5 a 2,0 kg/ha deste micronutriente, porque, descontando-se as perdas para o solo, as plantas devem absorver no mínimo 0,3 kg para cada 1.000 kg de graos produzidos. Isto equivale a 0,6 kg/ha de BORO.

RESUMO:
1. FORMULAS PARA GIRASSOL (produçao prevista de 2,4 ton) - NITROGENIO: DN/ha = 100 - 17X%M.O. - -FOSFORO: DF/ha = 3 x {60 - [ppm de P2O5 x 4 x (100 - % Areia)÷100]} - POTÁSSIO: DK/ha = 200 - 4 x ppm de K2O ou DK/ha = 200 - 1.560 x meq de K2O. 2. FORMULAS PARA MILHO (produçao prevista de 8,5 ton/ha) - NITROGENIO: DN/ha = 170 - 17X%M.O. - - FOSFORO: DF/ha = 3 X {85 - [ppm de P2O5 X 3 X (100 - % Areia)÷100]} - POTÁSSIO: DK/ha = 170 - 3 X ppm de K2O ou DK/ha = 170 - 1.560 X meq de K2O. 3.FORMULAS PARA SOJA (produçao prevista de 3,5 ton/ha) - NITROGENIO: INOCULAR AS SEMENTES COM RIZOBIOS ADEQUADOS. - FORFORO: DF/ha = 3 X {56 - [ppm de P2O5 X 3 X (100 - % Areia) ÷100]} - POTÁSSIO: DK/ha = 133 - 3 X ppm de K2O ou DK/ha = 133 - 1.560 X meq de K2O

FENOLOGIA E FISIOLOGIA DA CULTURA DO GIRASSOL

INTRODUÇAO

O rendimento da cultura do girassol e a resultante final da interaçao entre o genótipo do cultivar escolhido e as condiçoes ambientais reinantes durante o ciclo de produçao. O conhecimento das principais etapas do desenvolvimento fenológico, como dos principais processos fisiológicos que ocorrem durante o ciclo do cultivo, permitem compreender a adaptaçao do girassol a diversos ambientes de produçao e como podem ser afetados os componentes que determinam o rendimento. No presente trabalho se mencionarao as principais etapas no desenvolvimento fenológico do cultivo e os componentes do rendimento que ficam determinados nestas etapas. Depois se caracterizará o crescimento e a participaçao da matéria seca do cultivo de girassol e como estas variáveis sao afetadas pelos principais fatores ambientais como: temperatura, radiaçao e suprimento de água e nutrientes. Identificarao-se as etapas mais criticas na determinaçao do rendimento, quer dizer, aquelas nas quais um fator de estrés produz o maior impacto sobre a produçao. Por ultimo se verá de forma se pode influir nas diversas praticas de manejo e no resultado final do cultivo. Componentes que determinam o rendimento O rendimento em graos e óleo por unidade de superfície (Kg/ha), depende da quantidade de capítulos que colhe (capítulos/ha), do numero de graos que tenham ditos capítulos (aquenios/capitulo), do9 peso individual médio destes graos e do teor de óleo. Cada um destes componentes fica determinado em distintas etapas dentro do ciclo da cultura. FENOLOGIA Principais etapas de desenvolvimento fenológico O girassol atravessa distintas etapas durante seu ciclo. a duraçao das mesmas está controlada pela temperatura, enquanto o fotoperíodo (comprimento do dia) afeta principalmente o desenvolvimento durante as etapas vegetativas. Numerosas escalas tem sido criadas para descrever a fenologia do cultivo. Neste caso, mencionaremos quatro grandes etapas:

1. PLANTIO - EMERGENCIA

Esta primeira etapa envolve dois processos fisiologicamente distintos, a germinaçao e a emergencia da cultura. Considera-se que se tenha produzido a germinaçao quando a radícula atravessa o pericarpo (casca) da semente. Depois, o hipocótilo do embriao cresce levanta os cotilédones por cima da superfície do solo, completando assim a emergencia da plântula. Durante esta etapa fica determinado o numero potencial de plantas capazes de desenvolver um capitulo por unidade de superfície. Sem duvida, dito numero pode depois ser afetado por doenças ou tombamento, mesmo que estas perdas nao sejam muito freqüentes.

2. EMERGENCIA - INICIO DA FLORAÇAO

Depois da emergencia, a pequena plântula começa a fotosintetizar. Durante esta etapa o ápice ou gema apical diferencia as futuras folhas da planta. A finalizaçao desta etapa coincide com a transformaçao deste ápice de crescimento, que deixa de produzir folhas para começar a desenvolver o capitulo e suas flores. Estas transformaçoes, ao nível do ápice de crescimento da planta, no podem ser detectadas a simples vista e ocorrem em estágios precoces, quando a planta tem entre 4 e 6 folhas visíveis. Com esta transformaçao passa do estagio vegetativo ao reprodutivo.Neste momento fica determinado o numero total de folhas que terá a planta adulta.

3. INICIO DA FLORAÇAO
Esta etapa envolve varias sub-etapas nas quais as flores se diferenciam (no ápice de crescimento), crescem, amadurecem e depois sao fecundadas durante a floraçao. A diferenciaçao das futuras flores do capitulo a partir do inicio da floraçao se completa em lapso de tempo relativamente curto (aprox. 10 dias), quando a planta tem aproximadamente 10 - 12 folhas desenvolvidas. Neste momento fica determinado o numero potencial de flores que terá op capítulo. Se, dúvida, o segundo componente do rendimento, o numero de graos por capitulo, ficara finalmente determinado apenas depois de um longo período de crescimento e maturaçao do capitulo e depois da floraçao, fecundaçao e enchimento de grao.

4. FLORAÇAO - MATURAÇAO FISIOLOGICA
Depois da floraçao, os frutos (graos) começam a acumular matéria seca e óleo. A maturaçao fisiológica da planta se produz aos 30-40 dias depois da floraçao, quando os graos adquirem seu peso definitivo (deixam de acumular matéria seca). Neste momento ficam determinados os dois últimos componentes do rendimento do cultivo do girassol, o peso dos graos e sua percentagem de óleo. Crescimento e distribuiçao da matéria seca Durante a primeira etapa, plantio-emergencia, a plântula se nutre unicamente das reservas da semente.

GIRASSOL - RESUMO SILAGEM

1. Época de plantio:
A. Para forragem verde - Teoricamente nao há limite de época, pois a planta será usado na alimentaçao de ruminantes antes da formaçao dos graos, o que limita o aparecimento de doenças. No entanto, nao se deve esquecer que, no momento da formaçao do Botao Floral o girassol fica um pouco mais sensível para geadas, podendo até vir a morrer com geadas mais fortes. Constitui-se num alimento altamente protéico, muito rico para o gado de leite ou corte.

B. Para ensilagem - Para este uso, o girassol será colhido depois da formaçao de graos e antes do final da maturaçao, quando seus graos estiverem com umidade em torno de 35 a 40%. A coloraçao de 80% dos graos será quase igual a dos graos maduros. Por isto a época de plantio pode se estender um pouco mais, comparando com a época de plantio, quando o destino da lavoura é a produçao de óleo.

C. Para produçao de óleo - Neste caso, o girassol será colhido após completar seu ciclo normal. A principal doença dele nesta época é a Esclerotínia, que aparece caso ocorram vários dias de chuva com temperatura ambiente abaixo de 18oC, durante a floraçao. Para evitar isto, deve-se antecipar o plantio para uma época mais quente e menos chuvosa. Em algumas regioes do Paraná se pode plantar até o final de março, como as margens do Rio Paranapanema, em outras os plantios de fevereiro correm riscos muito sérios, como no Sudoeste. Cada regiao do Paraná, por se tratar de um Estado de transiçao climática deverá determinar localmente as possibilidades de épocas de plantio, no caso da produçao para óleo.

2. Forragem verde
Uma das formas muito usadas de alimentar gado de corte e leite com girassol é com forragem verde. Isto se deve ao fato de que o girassol tem, na planta mais proteínas que a planta de soja, tornando-se assim uma forragem altamente nutritiva para animais poligastricos, especialmente vacas e bois. Para isto deve-se plantar o girassol com 40 a 50 cm entre linhas e com 4 a 5 sementes por metro linear. Quando as plantas atingirem 35 a 40 dias inicia-se o corte e administraçao desta forragem aos animais. O corte deve encerrar-se quando iniciar o florescimento da cultura. Após este período, deve-se ensilar a planta inteira.

3.Ensilagem
Por ser uma planta de grande valor nutricional - exceçao aos aminoácidos Lisina e Isoleucina , o girassol é utilizado na alimentaçao animal nas formas de graos secos, farelo, forragem verde, silagem e rolao. Em condiçoes favoráveis o girassol chega a produzir mais de 4.000 Kg/ha de graos e, cortando a planta inteira, mais de 70 ton/ha de massa verde.
Composiçao do farelo sem cascas do girassol(%) e valor nutritivo.
Matéria seca: 94,00
Proteína bruta : 47,50
Proteína Digestivel : 43,00
Fibra : 5,40
Nutriente diges.total : 70,8
Calcio : 0,22
Fosforo : 1,22

Composiçao bromatologica das silagens mais comuns .
Tipos de silagens:

Girassol
Sorgo "Leitoso"
Sorgo Semiduro
Milho
MS %
30.10
26.88
30.68
32.76
PB %
11.73
7.24
7.97
8.65
PD%
7.35
3.54
4.67
4.58
FDA %
34.95
33.18
36.21
31.41
FDN %
65.88
68.39
71.65
68.37
EB kgcal/kg
4.993,0631
4.627,6147
4.373,3788
4.535,7671
ED kgcal/ha
3.107,5465
2.587,4892
2.714,8569
2.914,9200
EM kcal/kg
2.548,19
2.121,94
2.226,18
2.390,23

BIOTECNOLOGIA

A BIOTECNOLOGIA REAL
Engo Agro Rodolfo Luis Rossi, PhD em Fitomelhoramento vegetal, Chefe do Dpto. de pesquisas da NIDERA S.A., empresa Argentina que neste ano venderá 70% do volume de sementes de soja naquele país, todas ditas "TRANSGENICAS". O Engenheiro Agrônomo Rodolfo Luis Rossi recebeu esta semana o Premio Bolsa de Cereais 1.999, doado pelo jornal Clarín e pela Academia Nacional de Agronomia y Veterinária.

A maneira de fazer agricultura na Argentina se modificou significativamente nas ultimas décadas. Podemos dizer que desde a "era mecânica" antes dos anos 50, passamos a era tecnológica nos anos 70 e 80, marcada por uma ampla difusao de sementes melhoradas e o melhor uso de pacote de agroquímicos que permitiram uma produçao econômica e mais eficiente, mesmo que muito dependente da macroeconomia local, que em geral influiu negativamente na rentabilidade e desenvolvimento do setor.
Ao final dos anos 80 e na década atual, se faz presente a "era agronômica tecnológica", em que se destacam feitos significativos como o melhor uso dos recursos técnicos, a extensao de conhecimentos sobre como produzir maiores colheitas preservando o solo e arredores, a reduçao da movimentaçao de solo, a incorporaçao do revolucionário plantio direto, o melhor aproveitamento dos potenciais dos novos híbridos e variedades, a modificaçao da estrutura dos cultivos, o uso de herbicidas, fungicidas e inseticidas mais eficientes, o controle integrado , a agricultura controlada por satélite em pleno desenvolvimento, o aparecimento da fertilizaçao e da irrigaçao, o intercâmbio técnico- produtivo realizado em maiores encontros entre técnicos e produtores, e todo um marco em uma economia estável e que deixa atuar o setor, permitido maior competitividade.
Sem duvida, parece ser que os grandes câmbios na maneira de produzir y para que produzir começaram recentemente com a denominada "era biotecnologica". Talvez denominá-la de "era cientifico - tecnológica" possa expressar melhor a essencia de que se nutre. O Dr. Smil, da Universidade de Manitoba, que e uma das autoridades lideres em produtividade agrícola, tem dito que a biotecnologia vai ter a mesma importância na tecnologia agrícola do século XXI que o melhoramento de plantas teve no século presente. E o melhoramento de plantas tem sido responsável de, pelo menos, a metade da chamada Revoluçao Verde.
A biotecnologia e a parte do conhecimento da humanidade que até agora nao foi completamente explorada; diríamos recém começou. A biotecnologia aumenta a velocidade e a precisao dos trabalhos no melhoramento vegetal e animal, e potencializa a mais destacada ferramenta com que se conta para aumentar os rendimentos no campo. Existem dois princípios biológicos que explicam estes avanços. A origem da vida dos seres vivos da Terra é comum e o código que utiliza o DNA é comum para todos eles. Isto explica que se se extrai uma gene de uma planta e consegue introduzi-lo no núcleo de outra planta, este se expressará como uma proteína da planta de origem. Mas nao somente de uma planta a outra, como também entre bactérias e plantas ou plantas e animais, etc...
O outro principio biológico e que cada célula de planta ou animal em seu DNA contem a informaçao total para voltar a produzir o organismo completo (clonagem) A engenharia genética e o aproveitamento destes princípios para conseguir plantas e animais modificados geneticamente, para que se expressem genes que nao lhes pertencem ou sobreexpressem um gene ou que inibam a expressao de um gene que quer "silenciar". Desta forma nascem os organismos geneticamente modificados. Da Produçao mundial de alimentos, 64% é consumido pelos humanos, 14% por insetos, 12% por doenças e 10% por ervas daninhas. Nossa missao é melhorar estas proporçoes, aumentando o "bolo" e defendendo o rendimento.
O international Rice Research Institute tem colaborado no desenvolvimento de um arroz resistente a um vírus que provoca perdas de 7 milhoes de toneladas anuais. Nesta espécie esta se desenvolvendo eventos que produzem proteínas antifungicas para o controle de doenças, impossível de se conseguir por métodos tradicionais. Uma soja experimental já esta produzindo drogas oncológicas que antes eram produzidas em cobaias animais. A produçao de proteínas farmacológicas na base vegetal parece ser superior por menor contaminaçao ou menor rejeiçao pelo sistema imunológico humano. Os denominados eventos biotecnológicos sao diferentes entre si quanto a diferentes parâmetros, que vao desde sua origem molecular até seu uso no alimento final. E também sao diferentes quanto a seu impacto direto nas praticas e usos da agricultura, e na comercializaçao de sua produçao.
As vantagens que promete a biotecnologias sao fortemente questionadas pelos denominados grupos "verdes antitech" nos países europeus, a quem é difícil encontrar sustentaçao cientifica em suas demandas, mas tem conseguido penetrar na opiniao dos consumidores. Questionam o uso na agricultura mas nao se preocupam pelo uso na medicina. Isto nao tem influído grandemente na comercializaçao dos produtos transgenicos nem a mobilizaçao de recursos ao setor das transformaçoes genéticas. Hoje estamos participando a todos do que tenho denominado biotecnologia "REAL" depois de muitos anos de promessas. A agricultura tem dado as boas vindas as sojas RR e é uma pratica agrícola comum. Os milhos e algodoes Bt tem sido aprovados par sua comercializaçao.
Estes casos sao exemplos das mais seguras e mais sustentáveis tecnologias sempre testadas pela ciencia, que se fazem disponíveis através das plantas modificadas. Um dos objetivos principais nos programas de melhoramento genético é a formaçao de uma populaçao de base grande. Esta se forma no "breading" tradicional com germoplasma exótico. Com genótipos adaptados e nao adaptados, de alguma forma o denominado "POOL" genético. Todos contribuem com diferentes proporçoes ao produto final. Um exemplo de produto de alto impacto do breading tradicional foi o obtençao da variedade de soja A5308. Esta vinha de um cruzamento de duas variedades americanas do grupo 3 e 5, de adequadas características agronômicas que resultou em produtos de muito exito, pela novidade de seu grupo de maturaçao no país de hoje e seu potencial de rendimento. Um exemplo mais global é o incremento nos rendimentos de milho na historia do melhoramento deste cultivo, com a introduçao dos híbridos simples. Los produtos existentes vao sendo substituídos por outros de maior potencial de rendimento ou com uma nova resistencia incorporada. A partir da tecnologia do DNA e dos avanços em engenharia genética se incorpora una nova forma de ampliar a base genética no programas de melhoramento. É uma maneira de aumentar a diversidade genética, e de nao estar restritos a maioria dos genes que tem sido cruzados e melhorados por mais de 100 anos. A engenharia genética permite "criar" uma nova variabilidade genética, e nos da a possibilidade de obter uma nova planta de acordo a certos objetivos e realiza-los mediante técnicas biotecnológicas. Os novos produtos tem reduzida interaçao com o ambiente, permito-lhes expressar todo o potencial para o que foram desenvolvidos.

BORO NUTRIENTE

BORO, UM NUTRIENTE EM EXTINÇAO ESTE É UM DOS ELEMENTOS DO SOLO QUE MAIS ESCASSEIAM NOS SOLOS AGRÍCOLAS NO MUNDO TODO E SUA DEFICIENCIA LIMITA O RENDIMENTO DE CERTOS CULTIVOS. FATORES QUE OCASIONAM SUA PERDA PARA O MEIO. RESULTADOS DE UM ENSAIO REALIZADO COM MILHO. O crescimento da produtividade do cultivos agrícolas no últimos anos pode ser explicado em parte por um maior uso de fertilizantes nitrogenados e fosfatados, assim como também pela otimizaçao no uso dos micronutrientes do solo. Por isto a medida que agricultura se intensifica é necessário conhecer com mais precisao quais sao os nutrientes que escasseiam em seu meio (o solo) e que tem vital importância para o cultivo. Alguns micronutrientes tem começado a manifestar-se como deficitários em determinadas regioes produtoras.
É o caso do BORO, elemento natural do solo cujo conteúdo depende da natureza das rochas originarias e essenciais (em pequenas quantidades) para o desenvolvimento dos cultivos. Os estudos científicos indicam que existem mais solos com insuficiencia de BORO que de qualquer outro micronutriente. Além disso, a quantidade inicial deste elemento pode esgotar-se por lixiviaçao para camadas mais baixas ou por extraçao dos cultivos. Os níveis naturais de BORO no solo também podem resultar insuficientes para as plantas por causa das proporçoes altas de limo ou pH do solo, ou por falta de umidade. Em um levantamento exploratório realizado durante uma safra em 12 locais próximos a Nove de Julho, se obteve uma media de 0,7 ppm de BORO.
Se a isto se somar que empresas de analises químicas de solo e fertilizaçao informam níveis de 0,3 ppm na mesma zona y que a bibliografia especializada considera como níveis críticos de BORO os inferiores a 1 ppm para trigo e milho, e 1,6 ppm para girassol, se p[ode medir a escassez desse elemento na regiao e a limitaçao de rendimento das lavouras. DISPONIBILIDADE. O BORO se encontra no solo sob distintas formas, sendo a parte mais importante a que está associada a mateira orgânica. Em geral o níveis estao entre 7 e 80 ppm, mas somente uma parte (menos que 5%) se encontra disponível para as plantas. As possibilidades dos cultivos de aproveitar o BORO contido no solo depende de vários fatores, entre eles a textura, o pH, o conteúdo de matéria orgânica e as condiçoes ambientais durante o desenvolvimento das plantas. Os solos de textura arenosa, bem drenados, podem apresentar deficiencia, já que o BORO se lava com facilidade. Dado que esta associado a matéria orgânica, a medida que esta diminui seu percentual baixa.
Isto ocorre freqüentemente nos plantios agrícolas intensivos e quando se aprofunda no solo. `Por outro lado para que o BORO possa ser absorvido pelas plantas, o solo deve ter umidade adequada. Quando se produzem períodos com déficit hídrico as raízes tem dificuldade de absorver em absorver o micronutriente da camada superficial, que se encontra seca. Se o cultivo tem raízes profundas encontrará umidade, mas nao maior quantidade de BORO, por que o mesmo também depende da matéria orgânica presente, que por sua vez diminui a medida que se aprofunda no solo. O BORO nos vegetais intervém na germinaçao do polem e no transporte de açucares. No milho a ausencia do micronutriente se manifesta por um menor tamanho das plantas devido ao encurtamento dos entrenós superiores. As folhas ficam quebradiças e podem aparecer franjas brancas ou amarelas entre as nervuras.
É mais freqüente que isto ocorra quando as plantas se encontrem no período de emergencia até 5 ou 6 folhas. A necessidade de BORO para um cultivo de milho que rende 10.000 Kg/ha é de aproximadamente 180 gr, dos quais 50 gr sao incorporados pelos graos e 130 absorvi dos por raízes, folhas e colmos. A fim de conhecer a resposta do milho a aplicaçoes de BORO, a Universidad de Extensión y Experimentación Adaptativa do INTA (órgao similar a EMBRAPA, na Argen-tina), na cidade de Nove de Julho fez um ensaio em um campo daquela regiao. Uma parte serviu de testemunha e outras tres receberam tratamentos de BORO em diversos níveis, aplicados via foliar quando a planta tinha 7 folhas. As doses foram de 0,5 Kg/ha, 1,0 Kg/ha e 1,5 Kg/ha. Estudos anteriores ao plantio determinaram que o solo escolhido era franco arenoso, com 2,6 % de M.O., 1,1 ppm de BORO, 4,5 ppm de P2O5, 0,13 ppm de N e pH de 6,2. Como cultivo antecessor estava o girassol e a densidade de plantio foi de 89.000 pl/ha. Todos os tratamentos receberam 80 Kg/ha de P2O5, e 160 Kg/ha de N. O fósforo foi aplicado como STP, antes do plantio, incorporado com vibrocultivador. O nitrogenio, como Nitrato de Amônio, foi aplicado quando a cultura tinha 7 folhas e posteriormente se fez outra aplicaçao com "cultivador".
A maior resposta se obteve na parcela em que se aplicou 0,5 Kg/ha de BORO, com um incremento de 9,1% sobre a parcela testemunha (veja tabela). Nas parcelas com doses maiores de BORO as respostas do milho foram menores, nao havendo diferença entre os tratamentos de 1,0 e 1,5 Kg/ha. Estas respostas sao coincidentes com trabalhos realizados em outros países. Os menores incrementos ao aumentar a dose pode ser explicado pela produçao de alteraçoes metabólicas na planta. O ano de 1996 foi uma safra de altas precipitaçoes na regiao de Nove de Julho. De outubro a dezembro, quando se produziu o crescimento e desenvolvimento do milho, cairam 460 mm. Isto pode haver influído, já que o BORO é um nutriente móvel no solo e dada a textura franco arenosa do lote é possível que tenha ocorrido uma lavagem deste micronutriente, especialmente na parcela testemunha. O baixo conteúdo de matéria orgânica do solo (2,6%) também pode ter contribuído afetando a disponibilidade de BORO para o cultivo. A bibliografia menciona respostas positivas as aplicaçoes do micronutriente quando a percentagem de M.O. do solo for inferior a 3,0%. O BORO se usa regualarmente em vários cultivos. Entre eles os mais suscetíveis a deficiencias sao o girassol, a alfafa, a soja, os citros, as macieiras, o milho e o algodao.
Neste ultimo se registro aumentos de até 40% quando se aplicou BORO. Atualmente a analise do solo continua sendo o método mais adequado para determinar a necessidade de BORO. quanto a aplicaçao, deve-se ter especial cuidado na dose porque um excesso da mesma pode causar efeitos de desbalanceamento nutricional. Sem duvida, é necessário seguir trabalhando sobre este tema tanto no níveis críticos de resposta dos principais cultivos, como na determinaçao exata dos estreitos limites de fertilizaçao, fato típico de micronutrientes.

Esta matéria é de responsabilidade dos Engenheiros Agrônomos Luís Ventimiglia e Héctor Carta, técnicos do INTA - Argentina.

FARELO DE GIRASSOL

Introduçao:
É um subproduto da indústria de óleos vegetais, resultante da moagem de sementes de girassol (Helianthus sp), podendo ou nao conter a casca. É caracterizado como um concentrado protéico de boa qualidade, capaz de compor raçoes de diferentes espécies animais. Sua disponibilidade é alta no mundo, estando em 4o lugar entre as sementes oleaginosas.
Valor Alimentar:

É classificado como um alimento protéico, com proteína de alta degradabilidade ruminal (80%). Entretanto, apresenta grande variaçao na sua composiçao química, iniciando na semente, que pode sofrer os efeitos das condiçoes locais de clima e solo, além das características intrínsecas dos diversos cultivares disponíveis, e também o efeito dos diferentes métodos de extraçao do óleo e do processamento no preparo do farelo de girassol. Portanto, há necessidade de se avaliar a composiçao do farelo produzido em cada regiao.
Composiçao média (base MS):
MS = 88,1%; PB = 27,4%; FDN = 42,2%; FDA = 31,7%; EE = 3,3%; Ca = 0,65%; P = 0,91%; NDT (estimado) = 58,3%.
Em dietas para monogástricos observar seu baixo teor de lisina. Para ruminantes, os níveis de cobre podem ser altos.
Composiçao da semente:

Os híbridos cultivados hoje apresentam em média 20% de casca, 40% de óleo e 40% de farelo com 63% de PB. Existem dois tipos de sementes, as oleosas e as nao oleosas. As oleosas sao sementes menores, cascas bem aderidas (20 - 30% do peso da semente) e economicamente, as mais importantes. As nao oleosas sao sementes maiores, escuras, casca grossa (40 - 45% do peso da semente) e facilmente removíveis.
Oportunidades para uso na alimentaçao de bovinos:

. Em funçao do seu alto teor de fibra, o farelo de girassol poderia, além de fornecer proteína, funcionar como um suplemento volumoso. Esta característica poderia ser bastante desejável durante o período de seca, quando a disponibilidade de forragens nas pastagens pode ser baixa.
. Os poucos trabalhos disponíveis na literatura tem mostrado que, apesar do farelo de girassol contribuir para um maior consumo diário de FDN, o desempenho animal tem-se mantido bastante próximo ao obtido com dietas baseadas em outras fontes protéicas.
. A semente de girassol quebrada tem sido usada como fonte de gordura para aumentar a produçao de leite.
Conclusao:
O farelo de girassol pode ser utilizado sem problemas na alimentaçao de ruminantes, entretanto, para melhorar o balanceamento da dieta, sugere-se o conhecimento prévio de sua composiçao química.


A SILAGEM MODERNA
Comparativo entre silagens conhecidas:

GIRASSOL
MILHO
SORGO
SORGO
DIAS
90
113
104
113
MS
30,1
32,8
29,6
30,7
PB
11,7
8,7
7,2
>8,0
PD
7,3
4,6
3,5
4,7
ED
3.107
2.914
2.587
2.714
EM
2.548
2.390
2.121
2.226
CVM
61,0
61,0
49,5
56,7
CVP
4,4
2,7
1,7
2,8
FDN
65,9
68,4>
68,4
71,6
FDA
34,9
31,4
33,2
36,2
Kcal
189,5
177,7
104,9
153,9

Dados publicados por Almeida et al em 1.995. DIAS - No entre o plantio e a colheita; MS - % de Matéria Seca; PB - % de Proteína Bruta; PD - % de Proteína Digestível; ED - Energia Digestível em Kcal/Kg de silagem; EM - Energia Metabolizável em Kcal/ Kg de silagem; CVM - Consumo Voluntário de Matéria Seca em g/UTM/dia; CVP - Consumo Voluntário de Proteína Digestível em g/UTM/dia; Kcal - Kcal/UTM/dia; FDN - % de fibras em detergente neutro; FDA - % de fibras em detergente ácido. Quando se trabalha em alimentaçao de bovinos (corte ou leite), o que realmente interessa é a quantidade de Proteína Digestível (PD) e Energia Digestível (ED), também conhecido como Nutrientes Digestíveis Totais (NDT).

A silagem de Girassol, de acordo com as informaçoes acima, apresenta Coeficiente de Digestibilidade (CD) de 62,4% sobre a Proteína Bruta (PB), enquanto que a silagem de milho apresenta Coeficiente de Digestibilidade (CD) de 52,9%, quase 10% a menos. Portanto a silagem de Girassol, além de maior teor de PB, também é beneficiada por CD bem mais expressivo (62,4% contra 52,9%), resultando logicamente em uma maior disponibilidade de Proteína Digestível.
Para engorda de bovinos com peso vivo acima de 350 Kg/animal, trabalha-se com 7,1% de PD e com 71% de NDT (ou 3.124 Kcal/Kg de ED).

Basta observar nas informaçoes acima, publicadas em 1.995 pelo ilustre pesquisador Almeida et al, que na silagem de Girassol, a ED chega ao valor de 3.107 Kcal/Kg ( 70,6% NDT), enquanto a silagem de milho apenas chega a 2.914 Kcal/Kg (66,3% de NDT). A Silagem de Girassol apresenta-se como uma raçao pronta para uso para bovinos em engorda, dispensando qualquer complemento proteinoso (farelo de soja, torta de algodao, etc.) ou energéticos ( milho, sorgo, trigo, etc.). Os níveis de PD acima de necessidade (7,3% para 7,1%) já compensa a pequena diferença na NDT (71% recomendada para 70,6% disponível). Já na silagem de milho, em situaçao semelhante, é necessário agregar complementos proteinosos e energéticos. O perfeito balance-amento desta raçao dependerá de ajuste matemático por técnico especializado. Quando se trata de alimentar corretamente gado leiteiro, a silagem de girassol também proporciona uma substancial economia de alimentos proteinosos e energéticos, comparando-se com a silagem de milho (os ajustes matemáticos sempre deverao ser feitos por especialista no assunto). Veja agora as principais vantagens da silagem de girassol:
1. Ocupaçao da lavoura de produçao de silagem por espaço de tempo menor (+ ou - 25 dias a menos);
2. produçao de maior volume de biomassa para silagem ( 30 a 70 ton/ha);
3. A silagem produzida será sempre de melhor qualidade;
4. Aumento na produçao de leite (fato relatado por todos os usuários de silagem de girassol);
5. Maior produçao de carne com a mesma área de plantio de silagem;
6. Época de plantio mais ampla que o milho. Atençao: o ciclo entre o plantio e a colheita da silagem pode variar em funçao das condiçoes de solo, clima e o híbrido usado. Os comentários acima foram produzidos por Ivan Bruel Antonio, um especialista em alimentaçao de bovinos, com base na tabela publicada pelo Prof. Almeida, em 1.995.
. MUITO MAIS PROTEÍNA;
. MUITO MAIS ENERGIA;
. MAIOR ÉPOCA DE PLANTIO;
. EXCELENTE PALATABILIDADE;
. MENOR CUSTO DA SILAGEM;
. ROTAÇAO DE CULTURAS;
. MAIS LEITE, MAIS CARNE;

COMENTARIO GIRASSOL PROTEINA
PORTAL S.A. INDUSTRIA E COMERCIO DE PRODUTOS VEGETAIS


FARELO DE GIRASSOL
Face ao elevado preço atingido pelo farelo de soja, cuja exportaçao e disputa no mercado interno sao fatores de elevaçao do custo das raçoes, a utilizaçao de outros suplementos protéicos de origem vegetal poderia ser uma soluçao alternativa. Portanto considerando os elevados níveis de proteína do Farelo de Girassol, associado ao seu custo baixo e ao aumento da produçao desta oleaginosa a nível de Brasil. Concluímos que o farelo de girassol, apresenta um potencial alternativo para a substituiçao dos principais ingredientes da raçao, como mostra a tabela a seguir.

TABELA: comparativo FARELO DE GIRASSOL X OUTROS
Ingredientes

Proteína %
Preço R$ (Ton.)
R$/% de Prot.
MILHO
8,5
208,00
24,47
FARELO SOJA
45,0
520,00
11,55
F. GIRASSOL
38,0
220,00
5,79
C. ALGODAO
21,0
180,00
8,57
F. ARROZ
9,0
250,00
27,77
F. TRIGO
14,0
350,00
25,00
OUTROS*
15,0
160,00
10,66

*Misturas diversas de Prélimpeza.
Comparaçao com o Farelo de Soja
Considerando que o farelo de girassol pode substituir o farelo de soja em até 100%, e o seu custo da proteína por ponto porcentual é menor que o do farelo de soja e até mesmo que os valores dos outros ingredientes (Tabela), sugerimos o uso desta matéria prima na fabricaçao de raçao.
Comparaçao com o Caroço de Algodao
O farelo de girassol também pode substituir o caroço de algodao (bastante utilizado pelos produtores pelo seu baixo custo, porem com resultados pouco eficazes) com eficiencia e economia; considerando o difícil manuseio do mesmo (moagem e quantidade excessiva de pluma) e a restriçao ao gosipol (substância tóxica presente no caroço de algodao) que limita o seu uso de forma integral.
Comparaçao com o Farelo de arroz
Também o farelo de arroz apresenta alguns inconvenientes para a sua utilizaçao nas raçoes, pois apresenta alto teor de óleo, o que diminui o seu tempo de armazenagem e causa também dificuldade no seu manuseio (fornecimento limitado), tendo que ser desengordurado, pois quando usado de forma integral pode apresentar problemas aos animais.

Obs.: o Farelo de Girassol se encontra disponível no mercado período de entressafra de Junho a Janeiro de cada ano.

Produzido por: Engo Agro Gilberto Grando
Fone/fax: (034)3217.1766 E-mail: ggrando@helianthus.com.br
Rua Atílio Valentini, 1231 Sta. Monica 38408-214 - Uberlandia - MG
Elaboraçao: Depto. Técnico PORTAL S/A Indústria e Comercio de Produtos Vegetais.

 

Para esclarecer qualquer duvida entre em contato com nossa equipe.

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